{"id":3166,"date":"2022-11-18T15:03:32","date_gmt":"2022-11-18T15:03:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/?p=3166"},"modified":"2022-11-21T12:31:12","modified_gmt":"2022-11-21T12:31:12","slug":"o-futuro-passa-pelo-hidrogenio-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/clean-energy-forum-outlook-2023\/o-futuro-passa-pelo-hidrogenio-verde\/","title":{"rendered":"O futuro passa pelo hidrog\u00e9nio verde"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 uma nova din\u00e2mica em torno do hidrog\u00e9nio (H2) verde na Uni\u00e3o Europeia e a esperan\u00e7a no H2 como combust\u00edvel da mobilidade verde e nova fonte energ\u00e9tica. Se por enquanto representa menos de 2% do consumo de energia e \u00e9 sobretudo usado em produtos qu\u00edmicos como pl\u00e1sticos e fertilizantes, a verdade \u00e9 que com a resposta da Uni\u00e3o Europeia \u00e0 R\u00fassia, atrav\u00e9s do REPowerEU, o H2 poder\u00e1 mesmo tornar-se uma das principais fontes energ\u00e9ticas da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia pela R\u00fassia, o programa REPowerEU prev\u00ea mais do dobro das toneladas de produ\u00e7\u00e3o de H2 para 2030 face \u00e0s metas que foram fixadas em 2021.<\/p>\n\n\n<div class=\"uk-margin-medium\"><iframe width=\"1280\" height=\"720\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/M6OWsty1B_M?showinfo=0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen data-uk-responsive loading=\"lazy\"><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p>No painel de debate sobre Hidrog\u00e9nio Verde do \u201cOutlook 2023: Clean Energy Forum\u201d, S\u00e9rgio Machado, head of Hydrogen da Galp, enfatizou os novos objetivos da Uni\u00e3o Europeia: \u201cDesde 24 de fevereiro [data da invas\u00e3o de Kiev por Moscovo] algo muito importante aconteceu e que est\u00e1 a lan\u00e7ar o hidrog\u00e9nio verde como futura garantia de seguran\u00e7a do abastecimento energ\u00e9tico europeu. E por isso temos o REPowerEU a multiplicar por tr\u00eas os objetivos para o H2 na Europa: de 7 milh\u00f5es toneladas por ano para 20 milh\u00f5es de toneladas por ano em 2030\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas muito ter\u00e1 de acontecer antes, como admitiu. No epicentro desta nova din\u00e2mica energ\u00e9tica da Europa est\u00e1 o porto de Sines, no sul de Portugal, onde a Galp planeia transformar a refinaria num hub de hidrog\u00e9nio verde. \u201c\u00c9 bom que liguemos Sines e a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica ao resto do mundo, mas acho que temos uma grande oportunidade na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica: usar o hidrog\u00e9nio verde mais competitivo da Europa e isso vem do facto de termos a energia solar mais barata da Europa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O corredor de H2 em Sines<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 no porto de Sines que se est\u00e1 a conceber um corredor de hidrog\u00e9nio verde num futuro pr\u00f3ximo\u201d que implica um investimento total de mil milh\u00f5es de euros &#8211; incluindo numa f\u00e1brica de am\u00f3nia -, destacou Duarte Lynce de Faria, membro do Conselho Executivo dos Portos de Sines e Autoridade do Algarve.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto na l\u00f3gica do novo plano estrat\u00e9gico dos 3 \u201cD\u201d: \u201cDescarbonizar, digitalizar e diversificar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O investimento em H2 no porto de Sines \u00e9 partilhado com cons\u00f3rcios internacionais como a Madoquapower 2X, o porto de Roterd\u00e3o e grandes companhias como a Vopak, a Engie e a Shell. \u201cA ideia \u00e9 ter uma unidade industrial, o eletrolisador, o armazenamento e a capacidade de exportar o hidrog\u00e9nio verde em navios na forma de g\u00e1s natural l\u00edquido, ou seja, como am\u00f3nia\u201d, explicou Duarte Lynce de Faria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPorque precisamos de um porto como o de Sines para entregar as energias renov\u00e1veis no futuro no espa\u00e7o europeu?\u201d, questionou o membro do Conselho Executivo dos Portos de Sines e Autoridade do Algarve.&nbsp; A resposta \u00e9 pragm\u00e1tica: \u201cPorque temos navios capazes de carregar gases l\u00edquidos para exportar hidrog\u00e9nio usando a am\u00f3nia. Este \u00e9 o ponto de partida. Em segundo lugar, em Sines temos uma vasta \u00e1rea log\u00edstica e industrial alinhada com os planos do porto. Vamos produzir hidrog\u00e9nio atrav\u00e9s das fontes solar, vento e ondas do mar\u201d. Ou seja, est\u00e3o reunidas as condi\u00e7\u00f5es essenciais: ter \u00e1gua, ter energia e ter capacidade de armazenamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Mas falta investir nas interconex\u00f5es el\u00e9tricas, frisou Duarte Lynce de Faria. \u201cPrecisamos de redes el\u00e9tricas para levar a energia renov\u00e1vel da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica at\u00e9 Sines, essas interconex\u00f5es s\u00e3o importantes, e depois temos de garantir que estas renov\u00e1veis s\u00e3o adicionais, que \u00e9 nova capacidade energ\u00e9tica e n\u00e3o estamos a canibalizar as renov\u00e1veis que j\u00e1 est\u00e3o no mercado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e9rgio Machado, da Galp, adiantou que o que vai ser feito em Sines \u00e9 substituir o hidrog\u00e9nio cinzento pelo H2 verde, o que \u00e9 poss\u00edvel por haver acesso \u00e0s energias solar e e\u00f3lica. \u201cMas temos de ter esse acesso. Precisamos de 600 a 700 megawatts de eletrolisadores e de mais de mil hectares de instala\u00e7\u00f5es de solar e de e\u00f3licas e n\u00e3o podemos ter tudo isso \u00e0 volta de Sines\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para refor\u00e7ar essa capacidade energ\u00e9tica, a administra\u00e7\u00e3o do porto de Sines tem a ideia de usar, a 12 milhas de Sines, \u201cplataformas de vento flutuantes\u201d. Como explicou Duarte Lynce de Faria, \u201cno futuro queremos ter centrais e\u00f3licas para produzirem 2 GW por ano, ser\u00e1 outra forma de adicionar o vento que precisamos mas n\u00e3o em terra, nas plataformas mar\u00edtimas\u201d. Referiu, a prop\u00f3sito, um projeto-piloto que est\u00e1 em curso em Viana do Castelo para ter mais plataformas para produzir mais energia solar e para aproveitar a pot\u00eancia do vento, das mar\u00e9s e das ondas do mar.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 S\u00e9rgio Machado, da Galp, acrescentou ainda no debate que o novo \u201croad map\u201d imposto pela Comiss\u00e3o Europeia obriga a que cada navio de carga pague taxas de acordo com a quantidade de energias limpas ou de combust\u00edveis f\u00f3sseis que vai transportar. \u201cPara n\u00f3s, o problema ser\u00e1 a capacidade de cada porto para fornecer o combust\u00edvel certo para cada navio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mikel Lasa, Iberia CEO of EIT \u2013 InnoEnergy e EGHEAC \u2013 European Green Hydrogen Acceleration Center \u2013, sublinhou na sua interven\u00e7\u00e3o \u201ca grande oportunidade de trazer a ind\u00fastria a Portugal e Espanha porque temos aqui um grande hub de energia. Vamos trabalhar em acelerar as licen\u00e7as e trazer os talentos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ecossistema europeu de H2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O EGHEAC est\u00e1 empenhado em \u201cmobilizar um ecossistema completo a n\u00edvel europeu, onde temos 500 ind\u00fastrias estabelecidas e companhias como a Galp\u201d, afirmou Mikel Lasa.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista do Centro de Acelera\u00e7\u00e3o Europeu de Hidrog\u00e9nio Verde destacou tamb\u00e9m o facto de grandes marcas do setor autom\u00f3vel como a Mercedes ou a Scania (fabricante de cami\u00f5es) estarem interessadas em investir no H2 por quererem vender para os seus clientes um produto totalmente descarbonizado, neste caso os autom\u00f3veis e cami\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O EGHEAC tem um projeto que anunciar\u00e1 com propriedade em 2023 mas que envolve empresas do setor alimentar que est\u00e3o no fim da cadeia de valor interessadas em afirmar que produzem a sua cerveja ou os seus biscoitos sem largar emiss\u00f5es poluentes para a atmosfera. \u201cQuando fazem a an\u00e1lise custo-benef\u00edcio em utilizar hidrog\u00e9nio verde, que \u00e9 um custo 2 a 3% superior, compensa porque est\u00e3o a descarbonizar 20% das emiss\u00f5es relacionadas com os produtos que fabricam.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A\u00e7o verde: uma mat\u00e9ria-prima descarbonizada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mikel Lasa, Iberia CEO of EIT \u2013 InnoEnergy e EGHEAC \u2013 European Green Hydrogen Acceleration Center, adiantou que o Centro de Acelera\u00e7\u00e3o de Hidrog\u00e9nio Verde est\u00e1 tamb\u00e9m a investir na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o verde e fertilizantes verdes, grandes (e caros) motores da descarboniza\u00e7\u00e3o industrial. Um dos investimentos do EGHEAC \u00e9 num projeto de a\u00e7o verde no Norte da Su\u00e9cia. \u201cH\u00e1 uma companhia que vai produzir 3,5 milh\u00f5es de toneladas de a\u00e7o verde na Su\u00e9cia at\u00e9 2026. \u00c9 200 euros mais caro por tonelada do que o a\u00e7o convencional, mas envolvemos no financiamento companhias que est\u00e3o interessadas em descarbonizar os seus produtos\u201d, referiu Mikel Lasa. \u00c9 a mesma estrat\u00e9gia que o EGHEAC usa para o hidrog\u00e9nio verde.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O hidrog\u00e9nio verde pode tornar-se uma das maiores fontes energ\u00e9ticas na Uni\u00e3o Europeia e o porto de Sines est\u00e1 no epicentro dessa transi\u00e7\u00e3o. Respons\u00e1veis da administra\u00e7\u00e3o do porto de Sines,\u00a0 do Centro de Acelera\u00e7\u00e3o Europeia do Hidrog\u00e9nio Verde e da Galp explicaram os investimentos que est\u00e3o a fazer.<\/p>\n","protected":false},"author":58,"featured_media":3202,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1006],"tags":[5,1012],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3166"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/users\/58"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3166"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3166\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3256,"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3166\/revisions\/3256"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3202"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cofinaboostsolutions.pt\/electric-summit\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}